terça-feira, 12 de junho de 2012


Curiosidades sobre a vida de Padre José Maurício

Em 22 de setembro de 1767, numa casa na Rua da Vala, no Rio de Janeiro, um menino nasceu de um casal de mulatos livres, Maria Vitória da Cruz e o alfaiate Apolinário Nunes Garcia.
Vitória era filha de Joana Gonçalves, escrava de Simão Gonçalves, e Apolinário de Ana Correa do Desterro, escrava do pároco Apolinário Nunes Garcia. Os documentos de batismo não trazem registro dos nomes dos pais, uma indicação de que ambos podem ter sido filhos dos respectivos proprietários.
José Maurício nasceu no dia de São Maurício.
Após a morte do pai, em 1773, ele foi criado pela mãe e pela tia e foram elas que notaram o precoce talento musical do menino e o encaminharam para as aulas de música do compositor mineiro Salvador José de Almeida e Faria.
Ele tinha belíssima voz e cantava muito bem. Ele improvisava melodias e tocava viola e cravo sem jamais ter aprendido.
 Em 1791 solicitou a ordenação ao sacerdócio e superou os dois principais pré-requisitos para ser aceito: provar fé católica sua e de seus pais, e não ter defeito “de cor”. O primeiro foi provado e o segundo pediu a dispensa desse “defeito” e conseguiu e, em março de 1792 foi aprovado.
Porém os obstáculos não acabaram para tomar ordem: tinha que possuir um patrimônio imóvel e, um pai de aluno rico lhe doou uma casa no centro do Rio de Janeiro.
Como a família não tinha recursos, passou a ensinar música às senhoras da sociedade.e ensinava em teclados por não ter condições de comprar um piano ou cravo.
Em 1795, foi nomeado professor público de música, e instalou curso de música gratuito na própria casa, porém o único instrumento disponível para os alunos era uma viola de arame, usada por todos os alunos.
Como mestre de capela da Capela Real compôs cerca de 70 obras par as solenidades da realeza e em 1809, o príncipe regente, impressionado com suas improvisações ao piano, retirou uma medalha da casaca de um conselheiro e a anexou à batina, tornando-o um cavaleiro da Ordem de Cristo. Com esse prestígio foi liberado do pagamento de taxas e lhe foi permitido portar a medalha em público, mesmo antes da ordenação.
Ainda em 1809, recebeu a atribuição de arquivista do recém chegado arquivo musical do Palácio, isso lhe permitiu novos conhecimentos e aprofundamentos de novas técnicas de composição.
Apesar de estar com bons salários, não era suficiente para manter seus 5 filhos.
José Mauricio musicou o Te Deum sete vezes e talvez uma oitava também, pois há um manuscrito de Te Deum sem informação de autor cuja autoria tem sido sugerida a José Maurício.
Compôs um réquiem em homenagem à Rainha D. Maria I quando de seu falecimento, em 1816, no Rio de Janeiro.
Foi professor de Francisco Manuel da Silva, que compôs o Hino Nacional Brasileiro
Morreu em 1830 e teria sido enterrado na igreja de Sacramento, na Avenida Passos, no Rio de Janeiro.

Referências Bibliográficas:
rio-curioso.blogspot.com/2010/08/padre-jose-mauricio.htm - acessado em 31/05/2012

educacao.uol.com.br/biografias/jose-mauricio-padre.jhtm – acessado em 31/05/2012

PADRE JOSÉ MAURÍCIO – disponível em:


quarta-feira, 23 de maio de 2012


“A Vida Pessoal do Pe. José Maurício Nunes Garcia”

No dia 22 de setembro de 1767, nasce no Rio de Janeiro na casa do
Alfaiate Apolinário Nunes Garcia e Maria Vitória, o menino recebe o nome de: José Maurício Nunes Garcia, em homenagem ao dia de “São Maurício”, sua mãe era de origem mineira e seu pai era do estado do Rio de Janeiro.
Vitória era filha de Joana Gonçalves a escrava de Simão Gonçalves e Apolinário filho de Ana Corrêa do Desterro, escrava do pároco Apolinário Nunes Garcia. Os documentos de batismo não trazem registros dos nomes dos pais, uma indicação de que ambos podem ter sido filhos dos respectivos proprietários.
José Maurício era filho único e desde cedo mostrou seu talento musical. Ao perceber os dotes do filho sua mãe juntamente com sua tia levou-no a ter aulas com um renomado compositor mineiro: Salvador José de Almeida e Faria que fosse uma profissão muito importante, portanto não deixaram de incentivá-lo a seguir a vida sacerdotal, que e era o apogeu dos desejos das famílias, devido ao glamour que essa “profissão, ou como médico, advogado, tinha na época”.
Acredita-se que José Maurício tenha optado pela vida sacerdotal para poder continuar em contato com sua grande paixão: “a música”, o que era muito comum em jovens da classe baixa ou média baixa, ingressavam no  serviço sacerdotal, tendo a oportunidade de estar em contato com as expressões artísticas e também ter uma vida mais decente, ganhando pouco mais o suficiente para se manter.
Apesar dos votos de celibato, como era de costume da época, José Maurício teve um longo relacionamento amoroso com Severiana Rosa de Castro, afro-brasileira, nascida em 1789 na cidade do Rio de Janeiro. Juntos tiveram seis filhos, onde somente cinco chegaram a vida adulta. Foram eles:
José Apolinário nascido em 1807, José Maurício em 1808, Josefina em 1810, Panfilia em 1811 e Antônio em 1813.
Severiana era filha do português João de Castro Moreira e de Andreza Maria da Piedade, que também era negra. O casal vivia em encontros furtivos, após a separação Severiana casou-se com um português rico: Antônio Rodrigues Martins, dessa união nasceu mais um filho, que assim como um de seus irmãos maternos se tornou médico; acredita-se que Severiana tem falecido em: 1838 em Portugal.
Seu relacionamento com o padre José Maurício trouxe a ele muitos aborrecimentos, sendo um dos maiores a reprovação do príncipe D.João “sobre seu desvio de caráter” em sua vinda com a família real para o Rio de Janeiro.Essa situação lhe trouxe grande conseqüência porque Carlota Joaquina trouxe para o Brasil com maior prestígio o músico e compositor Marcos Portugal, o que atrapalhou um pouco mais sua carreira que já enfrentava problemas por ser afro-brasileiro.
Seu filho Apolinário José, mudou seu nome para José Maurício Nunes Garcia Júnior após a confirmação de paternidade em 1828. Essa confirmação se deu devido a insistência de José Maurício Júnior. Anteriormente o padre José Maurício se referia a Apolinário como sobrinho, efetivando esse reconhecimento de paternidade no final de sua vida.
José Maurício Nunes Garcia Júnior era além de compositor de modinhas e pintor, fazendo o mais famoso retrato de seu pai se tornou doutor em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, cavaleiro da Ordem de Cristo, e oficial da Ordem da Rosa, do Brasil, cirurgião pela Academia Médica-Cirúrgica do Rio de Janeiro, lente jubilado da Escola de Medicina, Professor honorário da Academia de Belas Artes, sócio correspondente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, etc. Publicou alguns trabalhos sobre medicina no Rio de Janeiro. Falecendo em 1881.
O padre José Maurício teve sua vida pessoal muito agitada chegando a passar necessidades para sustentar seus filhos e problemas na sua vida sentimental, fatos estes que não atrapalharam seu grande talento como músico sendo um dos mais importantes nomes da música Brasileira.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

TE DEUM CPM 92
PADRE JOSÉ MAURÍCIO NUNES GARCIA
Em 1809, Padre José Maurício Nunes Garcia musicou o texto Te Deum, que é um texto sacro não bíblico, musicando-o sete vezes, (CPM 91, 92, 93, 94, 95, 96 e 97) com partes instrumentais, coro e ou orquestra. Falaremos sobre o Te Deum CPM 92, intitulada o Hino de Ação de Graças para as matinas de São Pedro, em Lá maior.
O mais provável é que ele foi composto para solista , coral e baixo contínuo, recebendo orquestração posteriormente. A obra divide-se em três movimentos para vozes mistas- soprano, contralto, tenor, baixo e tenor solo, órgão e orquestra. A obra foi escrita um ano depois da chegada da família real portuguesa ao Brasil, que tornaria José Maurício Mestre da Capela Real.
Essa composição é classificada como música colonial luso brasileira do fim do século XVIII.
BAIXO CONTÍNUO DO TE DEUM CPM 92

A música portuguesa nesse período recebeu uma forte e rápida influência da música Italiana, tornando-se necessário a criação de Tratados de Baixo Contínuo.
 Baixo Contínuo é um termo que se refere à parte do baixo de uma obra de um conjunto musical, suprida com cifras e outros sinais que informam ao instrumentista as harmonias implícitas estabelecidas ou requeridas sobre o baixo. Através da cifragem o instrumentista poderia tocar a harmonia acompanhando o instrumento solista ou grupo, com uma resolução instantânea, uma interpretação pessoal do que o compositor queria que fosse tocado.
Sobre a linha melódica do baixo contínuo, o intérprete improvisa um acompanhamento realizado a partir de cifras que indicam acordes e sugerem a harmonia da composição.
Na Obra “Te Deum” José Maurício utiliza uma harmonia simples e tradicional com relação aos acordes utilizados, sendo que possuía um vocabulário harmônico sofisticado, optando por utilizar vocabulários harmônicos menos complexos.
A escrita de baixo contínuo mauriciana é carregada, ou seja, contém cifras desnecessárias, que poderiam ser omitidas sem que ocorresse perda de sentido para a composição. José Maurício não era o único a escrever assim, pois muitos compositores usavam muitas cifras onde uma seria suficiente.
Em relação ao Te Deum 92, além da análise de forma , está sendo realizado um processo de transcrição e editoração dos seus manuscritos, que também estão disponíveis no acervo musical do Cabido metropolitano do Rio de Janeiro.
Essa obra é muito rica e ainda tem muito a ser pesquisada e analisada.
 Bibliografia:
MATTOS, Cleofi Pérson de. Catálogo temático das obras do padre José Maurício Nunes Garcia.Rio de Janeiro: Funarte, 1970.
MATTOS, Cleofi Pérson de. José Maurício Nunes Garcia, Biografia.Rio de Janeiro: Ministério da Cultura, Fundação, Biblioteca Nacional, Departamento Nacional do Livro, 1926.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Obras do Pe. José Maurício Nunes Garcia
A primeira obra de Pe. José Maurício foi a antífona "Tota Pulchra es Maria", composta quando tinha 16 anos. Em 1790 compõe uma Sinfonia fúnebre, para orquestra e em 1791 um Te Deum, destinado a celebrar o regresso à Europa do vice-rei Luís de Vasconcelos. O Te Deum, que é um hino da liturgia católica, mas embora litúrgico não faz parte de um texto bíblico. Segundo a lenda que ele foi escrito por santo Ambrosio e Santo Agostinho. Esta peça foi dividida para quatro vozes soprano, contralto, tenor e baixo, também nesta peça foi usado instrumentos de cordas percussão, madeiras e metais, foi dividida em quatro andamentos distintos: I Te Dominum Confitemur, em Ré Maior, II Te ergo Quaesumus, em Sol menor, III Aeterno fac cum sanctis em Ré Maior, IV In Domine Speravi em Ré Maior. Ouve também uma segunda obra Te Deum composta em 1801 para quatro vozes soprano, contralto, tenor e baixo com três movimentos: I Te Deum Laudamus em Ré Maior, II Te Ergo Quaesumus na tonalidade de Si menor, III Aeterna Fac em Ré Maior as duas obras possuem uma característica que as iguala as duas tem passagem de solo e tutti.
Em 1798, foi nomeado por D. João VI Mestre de capela da Catedral da Sé do Rio de Janeiro, um posto alto na vida de um músico do século XVIII. Neste período as suas obras mais importantes  foram compostas: a série de graduais (1798 - 1800), dois Miserere (1798) e Matinas de Natal (1799). O período mais produtivo de Nunes Garcia foi entre 1808 e 1811 onde compôs cerca de setenta obras, estas obras incluem missas Missa de S. Pedro de Alcântara (1808), Missa Pastoral (1808), Missa de S. Miguel Arcanjo (1809), e sua primeira música dramática: Ulissea, drama e O eroico vitória dá América (1809). Compôs uma série de motetos a capella das Matinas de Finados, em 1809, intensamente expressivos, com evidências sensíveis de avanços técnicos que possibilitaram a criação de obras de grande envergadura como a Missa de Santa Cecília, sua última obra em 1826 para a irmandade de mesmo nome. Em 1816 dirige na Igreja da Ordem Terceira do Carmo um Requiem, de sua autoria, em homenagem à rainha portuguesa D. Maria I, morta naquele ano no Rio.
            Como mestre de música PE. José Maurício Nunes escreveu um método chamado Compêndio de música e método de pianoforte (1821). Dividido em cinco partes: introdução teórica e 8 solfejos; noções sobre teclas e escala; Regras para formatação de sons; 11 obras simples para pianoforte; 6 Fantasias.
Com a guerra a economia de Portugal foi arruinada e os músicos da corte de Dom Pedro, pararam de receber seus salários. A partir desse momento o compositor viveu na pobreza, até morrer em 1830.
A música de José Maurício foi influenciada pelos compositores: Haydn e Mozart, mas também por muitos compositores brasileiros do barroco Minas Gerais. Ele foi um dos primeiros compositores a incluir a música popular (as modinhas) em suas composições religiosas e seculares, e Villa Lobos faria mais do que um século depois. Seu declínio se acentuou com a partida de Dom João e com o vazio que isso produziu na cena musical carioca.¹
Padre José Maurício compôs cerca de 26 Missas, quatro missas de Requiem, Responsórios, Matinas, Vésperas, um Miserere, um Stabat Mater, um Te Deum, Hinos, modinhas e pequenas peças profanas.
Principais obras
  • Música dramática: Le Due gemelle; Coro para o entremês (1808); O Triunfo da América (1809); Ulisséia (1809).
  • Música orquestral: Sinfonia fúnebre (1790); Sinfonia tempestade.
  • Modinhas: Beijo a mão que me condena; No momento da partida.
  • Música instrumental: Doze divertimentos (1817).
  • Música sacra: Tota pulchra es Maria (1783); Ecce sacerdos (1798); Bendito e louvado seja (1814 e 1815); Christus factus est (1798?); Miserere para Quarta-feira de trevas (1798); Libera me (1799); Missa de Réquiem (1799); Ofício de defuntos (1799); Judas mercator (1809); Matinas da ressurreição (1809?); Missa de Requiem (1809); Missa de Réquiem (1816); Missa de Santa Cecília (1826).
     José Maurício compôs cerca de 400 obras. Restando pouco mais de duzentas, sendo a maioria sacra. Com os esforços da professora Cleofe Person de Mattos, fundadora da Associação de Canto Coral do Rio de Janeiro, foram redescobertos no meio do século XX, obras nos arquivos públicos de Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. No Acervo do Cabido Metropolitano do Rio de Janeiro estão a maior parte das obras de Nunes Garcia, restauradas e digitalizadas num projeto com patrocínio da Petrobrás.

Bibliografia

1.    NETO, Antonio Campos Monteiro.  Academia Musical de Indias, 2004. Disponível em <http://amusindias.free.fr/es/compositores/nunesgarcia_es.php3>. Acesso em: 22 fev. 2012.

2.    BINDER, Fernando Pereira; CASTAGNA, Paulo. Revista Eletrônica de Musicologia, 1996. Disponível em: <http://www.rem.ufpr.br/_REM/REMv1.2/vol1.2/teoria.html>. Acesso em 22 fev. 2012.
3.    SÁ, Denison de. Madrigal Nova Harmonia. Disponível em: <http://www.madrigalnovaharmonia.com.br/josemauricio.html>. Acesso em: 22 fev 2012.
4.    Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, 2006. Disponível em <http://www.luteranos.com.br/101/coral/artigos6.htm>. Acesso em 22 fev. 2012.
5.    Wikipédia a enciclopédia Livre, 2011. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Maur%C3%ADcio_Nunes_Garcia>. Acesso em 22 fev. 2012.
6.    P.Q.P. Bach, 2006. Disponível em:< http://pqpbach.opensadorselvagem.org/obras-de-capella-pe-jose-mauricio-nunes-garcia/>. Acesso em 22 fev. 2012.
7.    Questões de forma nos Te Deum CT 91 e 96 de José Maurício Nunes Garcia,Centro Universitário Adventista de São Paulo,autores Karen de Almeida, Elton Machado Orientado por: Jetro Meira de Oliveira.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Padre José Maurício


No dia 20 de setembro de 1767, nasce na cidade do Rio de Janeiro o menino chamado José Maurício Nunes Garcia, filho de um Tenente português chamado Apolinário Nunes Garcia que faleceu quando José tinha 5 anos e de Vitória Maria da Cruz que era Negra e escrava.


Desde muito cedo apresentou inclinação para música embora tivesse condição humilde era auto didata, mas também foi influenciado por Salvador José de Almeida Faria músico. Teve sua existência marcada por séries de contradições: Era padre mas teve seis filhos!


Aos 12 anos já dava aulas de música e aos 16 anos apresentava-se em conjuntos, dava aulas particulares e fez sua primeira composição: a antífona Tota pulchra es Maria (1783), para flauta, coro e cordas. Para prover o seu sustento lecionava, cantava nas igrejas e tocava em sessões musicais particulares. O único instrumento que ele possuía era um violão, embora mais tarde viesse a firmar-se Cravista e Organista de mérito. Distinguia-se também como magnifico improvisador. Se tornou um grande Organista e Compositor Brasileiro.


Era competente redutor de partituras Orquestrais ao teclado. As suas atividades de professor não se limitaram às aulas. Escreveu manuais teóricos,destacando-se o “ Compêndio de Música e Methodo de Pianoforte” escrito para seus filhos José Maurício Jr. E Apolinário, este último Organista profissional. Esteve sempre informado das novidades musicais europeias apesar das dificuldades de comunicação .Foi regente da primeira audição no Brasil do Réquiem de Mozart e possivelmente da Criação de Haydn.


Na fundação da Irmandade Santa Cecília (1784), já como músico profissional, foi um dos signatários do Compromisso da Irmandade. Entrou para a Irmandade São Pedro dos Clérigos (1791), diplomou-se em humanidades e ordenou-se padre no ano seguinte. Fundou um Curso de Música, na casa onde vivia, onde estudaram músicos famosos como Francisco Manuel da Silva e Cândido Inácio da Silva, e foi o sucessor do padre João Lopes Ferreira como mestre-de-capela da Catedral e Sé do Rio de Janeiro (1798).


Com 31 anos ele dava aulas de música gratuitamente onde atendia jovens pobres. Esse curso gratuito influenciou um de seus alunos , principalmente Francisco Manoel da Silva que inspirado por José Maurício , fundou e se tornou o primeiro diretor do Imperial Conservatório de Música que é hoje a Escola de Música da UFRJ( Universidade Federal do Rio de Janeiro).


Com a chegada do Príncipe RegenteD. João (1808) e com a criação da Capela Real, foi para lá transferido, como mestre-de-capela e inspetor de música, organista, professor e compositor. A partir de então, compôs cerca de 200 peças, em sua maioria missas e novenas, que revelam a influência de Pergolesi, Haydn, Mozart e Beethoven.


Padre José Maurício Nunes Garcia é, historicamente a primeira figura de relevo da musica brasileira. O que se conhece da sua obra encontra-se na sua totalidade em manuscrito. O núcleo mais importante destes manuscritos acha-se na biblioteca da Escola Nacional de Musica do rio de Janeiro.

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