quarta-feira, 23 de maio de 2012


“A Vida Pessoal do Pe. José Maurício Nunes Garcia”

No dia 22 de setembro de 1767, nasce no Rio de Janeiro na casa do
Alfaiate Apolinário Nunes Garcia e Maria Vitória, o menino recebe o nome de: José Maurício Nunes Garcia, em homenagem ao dia de “São Maurício”, sua mãe era de origem mineira e seu pai era do estado do Rio de Janeiro.
Vitória era filha de Joana Gonçalves a escrava de Simão Gonçalves e Apolinário filho de Ana Corrêa do Desterro, escrava do pároco Apolinário Nunes Garcia. Os documentos de batismo não trazem registros dos nomes dos pais, uma indicação de que ambos podem ter sido filhos dos respectivos proprietários.
José Maurício era filho único e desde cedo mostrou seu talento musical. Ao perceber os dotes do filho sua mãe juntamente com sua tia levou-no a ter aulas com um renomado compositor mineiro: Salvador José de Almeida e Faria que fosse uma profissão muito importante, portanto não deixaram de incentivá-lo a seguir a vida sacerdotal, que e era o apogeu dos desejos das famílias, devido ao glamour que essa “profissão, ou como médico, advogado, tinha na época”.
Acredita-se que José Maurício tenha optado pela vida sacerdotal para poder continuar em contato com sua grande paixão: “a música”, o que era muito comum em jovens da classe baixa ou média baixa, ingressavam no  serviço sacerdotal, tendo a oportunidade de estar em contato com as expressões artísticas e também ter uma vida mais decente, ganhando pouco mais o suficiente para se manter.
Apesar dos votos de celibato, como era de costume da época, José Maurício teve um longo relacionamento amoroso com Severiana Rosa de Castro, afro-brasileira, nascida em 1789 na cidade do Rio de Janeiro. Juntos tiveram seis filhos, onde somente cinco chegaram a vida adulta. Foram eles:
José Apolinário nascido em 1807, José Maurício em 1808, Josefina em 1810, Panfilia em 1811 e Antônio em 1813.
Severiana era filha do português João de Castro Moreira e de Andreza Maria da Piedade, que também era negra. O casal vivia em encontros furtivos, após a separação Severiana casou-se com um português rico: Antônio Rodrigues Martins, dessa união nasceu mais um filho, que assim como um de seus irmãos maternos se tornou médico; acredita-se que Severiana tem falecido em: 1838 em Portugal.
Seu relacionamento com o padre José Maurício trouxe a ele muitos aborrecimentos, sendo um dos maiores a reprovação do príncipe D.João “sobre seu desvio de caráter” em sua vinda com a família real para o Rio de Janeiro.Essa situação lhe trouxe grande conseqüência porque Carlota Joaquina trouxe para o Brasil com maior prestígio o músico e compositor Marcos Portugal, o que atrapalhou um pouco mais sua carreira que já enfrentava problemas por ser afro-brasileiro.
Seu filho Apolinário José, mudou seu nome para José Maurício Nunes Garcia Júnior após a confirmação de paternidade em 1828. Essa confirmação se deu devido a insistência de José Maurício Júnior. Anteriormente o padre José Maurício se referia a Apolinário como sobrinho, efetivando esse reconhecimento de paternidade no final de sua vida.
José Maurício Nunes Garcia Júnior era além de compositor de modinhas e pintor, fazendo o mais famoso retrato de seu pai se tornou doutor em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, cavaleiro da Ordem de Cristo, e oficial da Ordem da Rosa, do Brasil, cirurgião pela Academia Médica-Cirúrgica do Rio de Janeiro, lente jubilado da Escola de Medicina, Professor honorário da Academia de Belas Artes, sócio correspondente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, etc. Publicou alguns trabalhos sobre medicina no Rio de Janeiro. Falecendo em 1881.
O padre José Maurício teve sua vida pessoal muito agitada chegando a passar necessidades para sustentar seus filhos e problemas na sua vida sentimental, fatos estes que não atrapalharam seu grande talento como músico sendo um dos mais importantes nomes da música Brasileira.

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