Curiosidades sobre a vida de Padre José Maurício
Em
22 de setembro de 1767, numa casa na Rua da Vala, no Rio de Janeiro, um menino
nasceu de um casal de mulatos livres, Maria Vitória da Cruz e o alfaiate
Apolinário Nunes Garcia.
Vitória
era filha de Joana Gonçalves, escrava de Simão Gonçalves, e Apolinário de Ana
Correa do Desterro, escrava do pároco Apolinário Nunes Garcia. Os documentos de
batismo não trazem registro dos nomes dos pais, uma indicação de que ambos
podem ter sido filhos dos respectivos proprietários.
José
Maurício nasceu no dia de São Maurício.
Após
a morte do pai, em 1773, ele foi criado pela mãe e pela tia e foram elas que
notaram o precoce talento musical do menino e o encaminharam para as aulas de
música do compositor mineiro Salvador José de Almeida e Faria.
Ele
tinha belíssima voz e cantava muito bem. Ele improvisava melodias e tocava
viola e cravo sem jamais ter aprendido.
Em 1791 solicitou a ordenação ao sacerdócio e
superou os dois principais pré-requisitos para ser aceito: provar fé católica
sua e de seus pais, e não ter defeito “de cor”. O primeiro foi provado e o
segundo pediu a dispensa desse “defeito” e conseguiu e, em março de 1792 foi
aprovado.
Porém
os obstáculos não acabaram para tomar ordem: tinha que possuir um patrimônio
imóvel e, um pai de aluno rico lhe doou uma casa no centro do Rio de Janeiro.
Como
a família não tinha recursos, passou a ensinar música às senhoras da
sociedade.e ensinava em teclados por não ter condições de comprar um piano ou
cravo.
Em
1795, foi nomeado professor público de música, e instalou curso de música
gratuito na própria casa, porém o único instrumento disponível para os alunos
era uma viola de arame, usada por todos os alunos.
Como
mestre de capela da Capela Real compôs cerca de 70 obras par as solenidades da
realeza e em 1809, o príncipe regente, impressionado com suas improvisações ao
piano, retirou uma medalha da casaca de um conselheiro e a anexou à batina,
tornando-o um cavaleiro da Ordem de Cristo. Com esse prestígio foi liberado do
pagamento de taxas e lhe foi permitido portar a medalha em público, mesmo antes
da ordenação.
Ainda
em 1809, recebeu a atribuição de arquivista do recém chegado arquivo musical do
Palácio, isso lhe permitiu novos conhecimentos e aprofundamentos de novas técnicas
de composição.
Apesar
de estar com bons salários, não era suficiente para manter seus 5 filhos.
José
Mauricio musicou o Te Deum sete vezes e talvez uma oitava também, pois há um
manuscrito de Te Deum sem informação de autor cuja autoria tem sido sugerida a
José Maurício.
Compôs
um réquiem em homenagem à Rainha D. Maria I quando de seu falecimento, em 1816,
no Rio de Janeiro.
Foi
professor de Francisco Manuel da Silva, que compôs o Hino Nacional Brasileiro
Morreu
em 1830 e teria sido enterrado na igreja de Sacramento, na Avenida Passos, no
Rio de Janeiro.
Referências
Bibliográficas:
Curiosidades Cariocas: Padre
José Maurício – disponível em:
rio-curioso.blogspot.com/2010/08/padre-jose-mauricio.htm -
acessado
em 31/05/2012
José Maurício, padre -
Biografia - UOL Educação disponível em:
educacao.uol.com.br/biografias/jose-mauricio-padre.jhtm – acessado em 31/05/2012
PADRE JOSÉ MAURÍCIO – disponível em:
